PALEÃO

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Jardins suspensos de Paleão

   

    Paleão, em tempos idos, era uma localidade importante. Com câmara e julgado, mas, a partir dos fins do século XVII, foi incluída na vila de Soure, ficando portanto, sob a sua jurisdição. Talvez por ter perdido a sua autonomia administrativa, talvez por outros motivos não averiguados, o certo é que Paleão foi declinando e chegou aos começos do século actual como lugar da freguesia de Soure, sem qualquer outro valor económico além do constituído pela sua agricultura.

    A criação, porém, de uma fábrica de fiação e tecidos de algodão que progressivamente se foi desenvolvendo até empregar mais de 400 operários, e ser considerada a mais valiosa unidade fabril do concelho, voltou a dar a Paleão a importância perdida. A cultura do linho, estimulada pela central de maceração, propriedade daquela fábrica, concorreu também para elevar o nível de vida dos habitantes de Paleão e do concelho de Soure, mas, se é sensível a transformação operada nos hábitos e costumes dos Paleonenses, não o é menos naquela que se observa no aspecto rural, actualmente a fabrica encontra-se encerra pois foi comprada pela Sonae, para ser fechada.

    Alguém de bom gosto conseguiu incutir no ânimo da população da localidade o culto pela casa e, sobretudo, o culto pela flor. Antes Paleão era um lugar insípido, sem a mais pequena nota de interesse. Pior ainda, o casario encontrava-se votado ao abandono, com empenas descarnadas, beirais destruídos e fachadas sem pintura, tudo isto significando uma deplorável manifestação de desleixo.

    O milagre deu-se, a pitoresca localidade, junto da fértil e formosa várzea do rio Anços, às portas da vila de Soure, é uma lição de bom gosto na modéstia da sua arquitectura rural.

    Desapareceram as ruínas, limpou-se o que estava sujo, caiou-se, pintou-se e, a par do reconstruído, também figura o muito que de novo se fez.

    O pormenor mais notável, porém, feição desta ridente localidade, é dado pelos vasos floridos que guarnecem as frontarias, conjunto de verdadeiros jardins suspensos que, pela profusão e diversidade, só encontram similar na linda e histórica vila alentejana de Moura. Que os jardins suspensos de Paleão e o agradável aspecto do seu casario sejam um exemplo a seguir por tantas povoações portuguesas, carecidas de uma aragem de limpeza e de bom gosto.

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